Coruripe é o primeiro município de Alagoas a receber equipamento para monitoramento do Aedes aegypti
Tecnologia amplia a capacidade de monitoramento e garante atuação mais rápida no controle do Aedes aegypti

Texto: Assessoria / Fotos: Ascom Saúde
O município de Coruripe deu um importante passo no fortalecimento das ações de vigilância em saúde ao se tornar o primeiro de Alagoas a receber as ovitrampas, ferramentas modernas utilizadas no monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A instalação dos equipamentos foi iniciada nesta sexta-feira (24).
As ovitrampas funcionam como armadilhas que atraem a fêmea do mosquito para a postura de ovos. Esse material é coletado e analisado por equipes técnicas, permitindo identificar a presença do vetor e o nível de infestação em áreas específicas do município.
O principal diferencial da tecnologia é a alta sensibilidade. As armadilhas conseguem detectar a presença do mosquito mesmo em baixa quantidade, antes que ele seja facilmente identificado em inspeções de rotina ou antes do aumento de casos das doenças. Com isso, a vigilância em saúde pode agir de forma mais rápida, estratégica e eficiente.
A instalação das ovitrampas não ocorre de maneira aleatória. Os pontos são definidos com base em critérios técnicos e estão localizados em áreas estratégicas da cidade, muitas vezes em residências. Esses locais tornam-se pontos fixos de monitoramento contínuo, desde que haja autorização dos moradores.
Diante disso, a colaboração da população é fundamental para o sucesso da iniciativa. Permitir a instalação e a manutenção das armadilhas nos imóveis selecionados contribui diretamente para o fortalecimento das ações de prevenção e controle do mosquito.
Em todo o estado de Alagoas, apenas 10 municípios foram selecionados para a implantação dessa tecnologia, e Coruripe se destaca não apenas por integrar esse grupo, mas também por ter sido o primeiro a receber o treinamento presencial promovido pelo Estado para o uso das ovitrampas.
De acordo com o coordenador da área técnica de controle vetorial da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Paulo Protásio, a iniciativa representa um avanço significativo no combate ao mosquito.
“Essas armadilhas nos darão maior sensibilidade e rapidez para sabermos onde as fêmeas do Aedes aegypti estão colocando seus ovos em maior densidade, permitindo que nossos agentes de controle de endemias e todos os envolvidos no processo atuem de forma mais eficaz, contribuindo para a redução dos casos de dengue, zika e chikungunya”, destacou.
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