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Investimentos em novas unidades, reformas, climatização e equipamentos mudam a experiência de quem procura atendimento e também de quem trabalha diariamente na rede municipal de saúde

Texto: Anne Rose/ Fotos: Secom
Para quem chega a uma Unidade Básica de Saúde em busca de atendimento, a diferença pode começar antes mesmo da consulta. Está na sala climatizada, na recepção mais confortável, no consultório adequado, no equipamento novo ou na possibilidade de realizar um exame sem precisar se deslocar para outro serviço.
Para quem trabalha ali todos os dias, a mudança também é concreta. Um ambiente mais seguro, organizado e estruturado oferece melhores condições para acolher, ouvir, diagnosticar e cuidar. É nesse ponto que uma obra deixa de ser apenas uma obra.
Em Coruripe, a rede de Atenção Básica vem passando por um processo de transformação que reúne construção de novas Unidades Básicas de Saúde, reconstrução de prédios, reformas, climatização, modernização das instalações e aquisição de equipamentos paras as UBSs.
São intervenções que alcançam diferentes comunidades e que, juntas, representam um investimento de aproximadamente R$ 11,5 milhões. Mais do que números, são espaços que fazem parte da rotina de milhares de pessoas. E quem melhor percebe essa mudança é justamente quem está dos dois lados da porta: quem procura atendimento e quem trabalha para oferecê-lo.
Na UBS Tâmara Dória, no Conjunto Joaquim Beltrão, a moradora Ezilda Maria acompanhou a transformação do espaço e resumiu a impressão ao conhecer a unidade reformada: “Está um luxo, ficou linda demais”. A frase pode parecer simples, mas revela uma percepção que vai além da aparência. Para Ezilda, a nova estrutura representa mais conforto, acolhimento e um atendimento mais humanizado para a comunidade.
A unidade passou por uma requalificação completa, com melhorias na fachada, pintura, substituição do telhado e da rede elétrica, climatização dos ambientes e novos equipamentos odontológicos. Cerca de 1.200 atendimentos são realizados mensalmente no local, que atende aproximadamente 3.500 pessoas do bairro e de áreas próximas.
Entre as mudanças, uma delas interfere diretamente na rotina de quem precisa do serviço: a unidade passou a realizar coleta de exames laboratoriais no próprio local. É uma alteração simples, mas que pode significar muito para quem antes precisava sair do bairro para realizar o procedimento.
No Barro Preto II, a moradora Márcia Araújo também acompanhou de perto uma transformação semelhante. Usuária frequente da UBS Comendador Rubem Wanderley, ela conhecia a realidade anterior da unidade e pôde perceber a diferença depois da requalificação. Ao falar sobre os novos equipamentos e a estrutura, Márcia destacou que a população poderá ser ainda melhor assistida.
É justamente esse tipo de percepção que ajuda a dimensionar o impacto de uma obra de saúde. Para quem não frequenta uma UBS todos os dias, uma parede pintada, um aparelho de ar-condicionado ou um equipamento novo podem parecer detalhes. Para quem depende daquele espaço com mais frequência, não são.
A mudança também acontece do outro lado do balcão. Na UBS Tâmara Dória, a diretora Betânia Farias destacou que a reforma trouxe melhores condições de segurança e trabalho para os profissionais, além de mais conforto para os usuários. Para ela, essa melhoria na estrutura repercute diretamente na qualidade do serviço oferecido à comunidade.
No Sítio Linhas, por exemplo, a antiga UBS Comendador Tércio Wanderley foi demolida e deu lugar a uma nova unidade, construída para atender cerca de 3.500 pacientes de comunidades da região. O prédio é climatizado e conta com gerador para garantir o funcionamento dos serviços mesmo em situações de interrupção no fornecimento de energia.
Em Mangabeira, uma das regiões mais distantes da sede, a reconstrução da UBS Maria José Gregório ganhou outro significado: aproximar o atendimento de uma população que vive muito distante do centro de Coruripe. A unidade passou a reunir vacinação, farmácia, atendimento médico e odontológico, além de equipe multiprofissional. Em cada comunidade, a necessidade é diferente. O princípio, porém, é o mesmo: oferecer um lugar mais adequado para que o cuidado aconteça.
O processo não se limita às unidades já entregues. Em Barreiras, uma nova UBS Tipo 1 está em fase final de construção. No Poxim, outra unidade do mesmo modelo está sendo construída com investimento de R$ 2 milhões por meio do Novo PAC.
Botafogo também terá uma nova UBS Tipo 1, com contrato firmado em 2026, enquanto Pindorama, na área da Quadra S, está incluída no planejamento de novas estruturas para ampliar e qualificar o atendimento. Ao mesmo tempo, outras unidades vêm recebendo novos equipamentos para vacinação, exames, diagnóstico e telessaúde. A proposta é fazer com que a modernização não fique restrita ao prédio, mas chegue também à capacidade de atendimento das equipes.
Para o secretário municipal de Saúde, Maykon Beltrão, esse conjunto de investimentos representa uma mudança na forma de estruturar a Atenção Básica do município.
“Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais a Atenção Básica, oferecendo às equipes melhores condições de trabalho e à população espaços mais adequados, equipamentos modernos e um atendimento cada vez mais ágil, qualificado e humanizado”, destacou o secretário
O prefeito Marcelo Beltrão também relaciona as obras a uma visão mais ampla para a saúde municipal. Segundo ele, a melhoria da estrutura faz parte de um processo de fortalecimento da rede e de valorização de quem utiliza e de quem trabalha nos serviços públicos.
“Estamos trabalhando para construir uma rede de saúde cada vez mais estruturada, com unidades modernas, equipamentos adequados e melhores condições para os nossos profissionais, além da qualificação contínua de nossas equipes”, ressaltou o gestor.
Uma UBS é feita de paredes, salas, equipamentos e profissionais.
Mas, para quem entra pela porta, ela é outra coisa. É o lugar onde uma mãe leva o filho, onde uma gestante começa o pré-natal, onde uma pessoa busca acompanhamento para uma doença crônica, onde uma vacina é aplicada ou onde alguém chega simplesmente porque precisa ser ouvido. Por isso, quando a estrutura melhora, muda também a experiência de quem está ali.
Márcia percebe isso quando fala que a população poderá ser melhor assistida. Ezilda percebe quando olha para a nova unidade e fala em conforto e acolhimento. Betânia percebe na rotina dos profissionais e nas condições de trabalho.
São diferentes pontos de vista para uma mesma transformação.
No fim, o que está sendo construído não é apenas uma rede de prédios novos ou reformados. É uma rede de espaços mais preparados para receber pessoas. Porque, na saúde, estrutura também é cuidado.



