Setembro Amarelo: Complexo de Diagnose e Terapia promove palestra em alusão ao Mês de Prevenção ao Suicídio
A campanha nacional traz como tema em 2022, “A vida é a melhor escolha!”

Texto: Anne Rose/ Fotos: Roberto Miranda
O Complexo de Diagnose e Terapia (CDT) realizou nesta terça-feira (06), uma palestra em alusão ao Setembro Amarelo, Mês de Conscientização sobre Transtornos Mentais e Prevenção ao Suicídio. Em 2022 a campanha nacional traz como tema “A vida é a melhor escolha!”. A palestra, que foi ministrada pelo psiquiatra Sebastião Praxedes, psicóloga Laís Oliveira, nutricionista Kelly Lima e pela educadora física Bruna Silva, teve como público alvo profissionais de Saúde e alunos do 6º ao 9º ano da Escola de Educação Básica Cláudio Daniel.
O psiquiatra do CDT, Sebastião Praxedes destacou a importância de falar sobre o assunto como forma de atuar na prevenção. “O suicídio é uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade, em especial entre os jovens. É muito importante que ações de combate e prevenção sejam trabalhadas nas escolas, nos postos de saúde e em todos os lugares para que possamos ajudar a quem precisa, e que muitas vezes não consegue pedir ajuda”.
“É preciso também mostrar a essas pessoas que devemos olhar a vida como algo importante, fundamental, como um horizonte que precisa ser percorrido e que a morte não é a solução de nenhum problema. Neste mês e em todos os outros devemos celebrar a vida, junto da nossa família e das pessoas que nos amam. Com o tratamento correto, a fé e o apoio das pessoas do nosso convívio, estamos no caminho certo para vencer esse mal”, enfatizou o médico.
A psicóloga Laís Oliveira reforçou que pedir ajuda é essencial para amenizar os impactos do desejo suicida e que uma simples conversa como forma de desabafo também pode colaborar. “Sabemos que para uma pessoa com depressão não é fácil pedir ajuda, mas é algo essencial para evitar o suicídio, as vezes uma simples conversa em forma de desabafo já ajuda a distanciar os pensamentos. Porém, é fundamental que essas pessoas sejam acompanhadas e tratadas por uma equipe multidisciplinar para manter a doença controlada”.
“Temos uma ferramenta que pode ajudar muito, que é o Disk CVV, com o número 188. O Centro de Valorização da Vida (CVV) promove apoio emocional e prevenção do suicídio, com atendimentos gratuitos a qualquer pessoa. O centro garante sigilo total e atende por telefone 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Vale muito a pena a gente divulgar essa ferramenta que pode ajudar tanta gente que se encontra sofrendo”, ressaltou Laís.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os casos subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
E ainda segundo a OMS, todos os anos, morrem mais pessoas como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama - ou guerras e homicídios. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa e morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.
O município de Coruripe conta com uma equipe multidisciplinar no CDT e para os casos mais complexos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), composta por psiquiatra, psicólogos, terapeuta ocupacional, nutricionista, educadores físicos, entre outros profissionais que atuam no combate e prevenção aos transtornos mentais. É importante o paciente procurar a sua Unidade Básica de Saúde (UBS) e após a avaliação médica será encaminhado para um dos centros de referência para dar continuidade ao acompanhamento.
Sobre o Setembro Amarelo
Teve início nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. E no velório a família distribuiu laços amarelos em homenagem ao jovem. A data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é chamar a atenção dos governos e da sociedade civil para a importância de falar sobre o assunto.
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